SINDICATOS DE PETROQUÍMICOS DO BRASIL REÚNEM COM A BRASKEM E EXIGEM FIM DAS DEMISSÕES

O SINDIPOLO-RS aliançado com os demais dos Sindicatos de trabalhadores/as petroquímicos de todo o Brasil esteve, na quinta-feira (22), reunidos com representantes do RH (P&O) da Braskem, no escritório da empresa em São Paulo, para tratar das demissões que vêm ocorrendo em todos os Polos Petroquímicos brasileiros.

Durante o encontro, que reuniu sindicalistas do Rio Grande do Sul, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo ABC, São Paulo Capital e São Paulo Cubatão, com o vice-presidente de RH da Braskem e sua equipe, os sindicatos trataram das demissões que vêm sendo feitas pela Braskem – que para os trabalhadores caracteriza DEMISSÃO EM MASSA – e de outros assuntos e cortes que a Categoria vem enfrentando em 2025 e seguiram neste mês de janeiro de 2026.

Além das demissões, realizadas de forma arbitrária pela Braskem, sem qualquer diálogo com as entidades sindicais, os sindicalistas também questionaram a empresa sobre as alterações estruturais que a Braskem pretende fazer e solicitaram que as mesmas sejam tratadas em uma mesa de negociação, com a participação dos trabalhadores via sindicatos dos petroquímicos.

MÃO DE OBRA ESPECIALIZADA E QUALIFICADA

Uma das preocupações colocadas pelos sindicatos foi de que as demissões, além de atingirem toda a Categoria, de Norte/Sul-Leste/Oeste, estão centralizadas principalmente nos trabalhadores/as com mais tempo de empresa, os que detêm mais experiência e qualificação técnica, provavelmente para reduzir a folha de pagamento!

Mas os sindicalistas ressaltaram para o RH que o custo com mão de obra no Setor da Indústria petroquímica representa menos de 5% do custo total produção, e menos ainda do faturamento da Braskem e, portanto, as demissões não terão qualquer relevância do ponto de vista financeiro, sobre a amortização da dívida gerada pela gestão Odebrecht na Braskem. Mas com certeza terão grande impacto na segurança das plantas, na produtividade, na atualização tecnológica e até mesmo na recuperação geral da empresa. O perfil desta mão de obra é de alta especialização e qualificação que, como reconheceu a própria empresa, não se encontra pronta em qualquer escola técnica ou universidade, é preciso tempo para a formação desta necessária senioridade. “Então, cortar mão de obra não vai resolver o problema da dívida da Braskem, pelo contrário, vai agravar, porque é essa mão de obra que poderá alavancar a empresa para sair dessa crise gerada pela gestão da Odebrecht, destacaram as lideranças sindicais.

Outro ponto que tem preocupado a Categoria são as alterações estruturais que vêm sendo anunciadas pela Braskem, principalmente com a possível venda das ações da Odebrecht para o grupo financeiro IG4, e a transformação das plantas petroquímicas de base nafta para base gás. “Justamente neste momento de mudanças importantes, a empresa faz essas demissões, de um corpo técnico altamente qualificado e especializado”. Para os representantes dos trabalhadores/as, essas demissões trazem um imenso prejuízo para além da Braskem, para o setor petroquímico, por se tratar de uma mão de obras que “sabe como fazer produtos petroquímicos”! Assim solicitaram que as demissões fossem suspensas imediatamente.

OUTROS INSANOS CORTES

Além das demissões, os sindicalistas colocaram outros problemas que vêm sendo enfrentados pela Categoria, como cortes na alimentação, na água, no uniforme (que é um EPI), até na retirada da folga no dia do aniversário, cujo impacto econômico é zero e gera um ambiente de trabalho positivo e motivador, entre outros “danos” que são efeitos “pirotécnicos” de alguns gestores, pois não tem grande impacto econômico, parece que é só de “maldade” mesmo!

Por fim, os trabalhadores/as criticaram a falta de transparência (palavra muito utilizada pela empresa, mas não praticada) nas atitudes da Braskem, sem qualquer diálogo ou debate com os Sindicatos/CNQ. Isso mostra que apesar do discurso dos representantes do RH da empresa sobre respeito e transparência, a prática da Braskem mostra exatamente o contrário.

As entidades sindicais solicitaram, ainda, que ocorram reuniões sistemáticas em nível nacional e/ou regional para  tratar sobre estas questões, principalmente em relação às DEMISSÕES, e destacaram ainda que os trabalhadores/as petroquímicos/as de todo o País estão MOBILIZADOS para evitar mais demissões. A Braskem/RH se comprometeu a conversar com os gerentes regionais sobre as questões colocadas pelos Sindicatos/CNQ.

Assessoria de Comunicação

23/01/2026 13:42:43

CNQ e sindicatos cobram suspensão imediata das demissões na Braskem e abertura de negociação com governo e Petrobras

A luta em defesa dos empregos e dos direitos no setor petroquímico ganhou mais um passo importante nesta semana. No dia 20 de janeiro, o Sindipolo, representando a Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ) e os demais sindicatos do setor, entregou diretamente ao presidente Lula uma carta com um pedido para suspender imediatamente as demissões na Braskem e abrir um processo de diálogo com todas as partes envolvidas.

As entidades reforçam que a Braskem é a maior indústria petroquímica nacional, com peso estratégico para a economia do país, para a cadeia industrial e para a soberania produtiva do Brasil. Por isso, as demissões em massa e o fechamento de postos de trabalho são inaceitáveis — ainda mais em um setor que exige qualificação técnica, experiência acumulada e alto nível de responsabilidade operacional.

A carta entregue ao presidente destaca que dispensar trabalhadores experientes enfraquece a retomada industrial, aumenta riscos operacionais e compromete o futuro da própria petroquímica no Brasil. É uma decisão que não atinge apenas as famílias dos trabalhadores/as do setor, mas toda a economia, o desenvolvimento regional e a capacidade do país de produzir com autonomia.

Além do governo federal, o documento foi entregue em mãos à presidência da Petrobras, solicitando uma reunião urgente para tratar não só das demissões, mas também de toda a relação de trabalho envolvendo os petroquímicos que atuam na Braskem em diferentes regiões do país.

O objetivo, segundo a representação dos trabalhadores, é interromper o processo de desligamentos, garantir estabilidade e construir soluções que preservem empregos, direitos e condições dignas de trabalho.

Outras regiões do país também estão tomando providências e organizando ações semelhantes, ampliando a pressão política e sindical para barrar as demissões e garantir que a categoria seja respeitada.

Além disso, está prevista uma reunião com a gestão nacional de Recursos Humanos da empresa, em São Paulo, para tratar diretamente do tema e cobrar respostas concretas.

CATEGORIA PRECISA ESTAR ATENTA E MOBILIZADA

Os sindicatos lembram que ninguém vai defender os trabalhadores no lugar dos próprios trabalhadores. A categoria precisa seguir atenta, unida e mobilizada, porque o ataque não é só contra empregos, é contra direitos históricos, condições de trabalho e o futuro do setor petroquímico no Brasil. “Não podemos aceitar que a conta seja jogada nas costas de quem produz, opera e sustenta a indústria todos os dias”, diz o documento entregue ao presidente Lula.

CONFIRA O DOCUMENTO ENTREGUE AO PRESIDENTE LULA E A PETROBRÁS

Assessoria de Comunicação

21/01/2026 10:59:02

SINDIPOLO PARTICIPA DE ATO EM DEFESA DA DEMOCRACIA E SOBERANIA

Juntamente com a CUT, demais Centrais Sindicais e por diversos  sindicatos, o SINDIPOLO representou os Trabalhadores/as Petroquímicos no ato em defesa da Democracia, da Soberania Nacional e da autodeterminação dos povos da América Latina, realizado no dia 08/01, no centro da Capital/RS.

Organizações sindicais, movimentos populares, estudantes e parlamentares engajados nas lutas trabalhistas e sociais se reuniram no final da tarde na Esquina Democrática de Porto Alegre, onde lembraram os três anos da tentativa de golpe de Estado ocorrida em 08 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidos por grupos extremistas.

Com palavras de ordem como “sem anistia” e “não vamos negociar a Soberania”, os manifestantes destacaram a importância da responsabilização dos envolvidos nesta grave tentativa de golpe e rejeitaram qualquer possibilidade de anistia para os golpistas.

Abrindo o ato, o historiador e ex-deputado federal, Raul Pont, fez uma intervenção voltada à contextualização do atual cenário político da América Latina. Ele destacou o agravamento das tensões na região, marcado por disputas geopolíticas, ameaças à soberania nacional e recorrentes ataques às instituições democráticas de vários países. Outras falas destacaram a situação da Venezuela e defenderam a paz, o diálogo e a soberania entre os povos latino-americanos.

MEMÓRIA VIVA E NÃO A INTERVENÇÃO NA VENEZUELA – O ato ratificou que a tentativa de golpe de 08 de janeiro/2023 não podem ser tratados como um episódio encerrado, mas da insistência contínua de forças antidemocráticas, internas e externas ao país, na tentativa de ruptura democrática no Brasil.

Além da questão brasileira, a manifestação também foi impulsionada pela situação política na América Latina, especialmente na Venezuela. Os participantes denunciaram o imperialismo americano, repudiaram o recente ataque militar à Venezuela pelo governo americano, que culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, e reiteraram que a América Latina não será tutelada pelos EUA. O que ocorreu na Venezuela é um nítido exemplo de violação da soberania dos países latino-americanos e de interferência externa nos processos políticos e na apoderação das suas riquezas, principalmente o petróleo. Nesse sentido, destacaram, a fundamental unidade dos povos latino-americanos para a defesa da SOBERANIA e da DEMOCRACIA dos países, bem como de suas riquezas.

Assessoria de Comunicação

09/01/2026 11:53:10

CIPAA: COMBATER O ASSÉDIO TAMBÉM É FUNÇÃO DA CIPA

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPAA) é uma das mais importantes ferramentas de organização e proteção da classe trabalhadora dentro dos locais de trabalho. Mais do que atuar na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, a CIPAA tem, por força de lei e de norma, a responsabilidade de prevenir, identificar e enfrentar o assédio moral, o assédio sexual e todas as formas de violência no ambiente laboral.

A ampliação das funções da Comissão para atuar em relação ao assédio é uma conquista histórica da classe trabalhadora. Em setembro de 2022, com a sanção da Lei nº 14.457/2022, a antiga CIPA passou a se chamar CIPAA, incorporando explicitamente o combate ao assédio como uma de suas atribuições. Essa mudança foi regulamentada pela Portaria MTP nº 4.219/2022, que alterou a NR-5, deixando claro que a proteção à saúde do trabalhador não se limita aos riscos físicos, químicos ou biológicos, mas inclui também os riscos psicossociais.

RISCO À SAÚDE – O assédio moral e sexual adoece, humilha, silencia, gera sofrimento psíquico, afastamentos, depressão e, em casos extremos, até o suicídio. E sofrimento psíquico diz respeito à saúde do trabalhador/as, portanto, diz respeito diretamente a atuação da CIPAA.

À Comissão cabe promover ações educativas, campanhas internas, procedimentos de denúncia seguros, preservação do sigilo e acompanhamento dos casos, sempre com o objetivo de garantir um ambiente de trabalho saudável, digno e respeitoso.

E não cabe às empresas, ao seu bel prazer, como vem tentando fazer a Braskem, agir como se esta mudança não houvesse ocorrido e negar à CIPAA o direito de atuar em relação ao tema do assédio. Isso é desrespeitar a lei e negar aos trabalhadores o acesso a uma importante ferramenta de combate ao assédio no ambiente laboral.

O SINDIPOLO está vigilante e atento, principalmente através de seus dirigentes que integram as CIPAA’s nas empresas e não permitirá que elas ditem as regras em relação a atuação da Comissão. Defendemos uma CIPAA atuante, autônoma e que trabalhe para a construção de um ambiente de trabalho seguro e humanizado.

Assessoria de Comunicação

07/01/2026 16:16:23

QUÍMICOS E PETROQUÍMICOS QUESTIONAM MODELO DE REESTRUTURAÇÃO DA BRASKEM

“A Braskem não pode ser submetida à lógica estreita da reestruturação focada exclusivamente na redução de despesas e no equacionamento de dívidas, prática recorrente em modelos de gestão orientados pelo rentismo financeiro”, afirmam os sindicatos dos petroquímicos do Rio Grande do Sul, São Paulo, ABC Paulista, Duque de Caxias e Bahia, juntamente com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o Sindipetro Bahia, em nota conjunta com a Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ-CUT), a FETRAQUIM/RJ, a FETQUIM/SP.

A Braskem é uma empresa transnacional — a maior petroquímica da América Latina e a sexta maior do mundo — estratégica para toda a cadeia do setor no Brasil. Sua importância ultrapassa qualquer operação financeira ou rearranjo societário: trata-se de um ativo fundamental para o desenvolvimento industrial, a soberania produtiva e a geração de milhares de empregos qualificados no país.

Nesse contexto, a CNQ-CUT e suas entidades filiadas, com bases de trabalhadores e trabalhadoras nos polos petroquímicos (SINDIPOLO/RS, FETRAQUIM/RJ, FETQUIM/SP, FUP, Químicos do ABC, Químicos de SP, Sindiquímica Caxias/RJ e Sindiquímica/BA), acompanham com atenção e preocupação as recentes definições sobre a nova estrutura de controle da Braskem. As mudanças decorrem da operação anunciada no dia 15 de dezembro, que transfere cerca de R$ 20 bilhões em créditos dos bancos credores da Novonor (ex-Odebrecht) para a IG4 Capital, alterando de forma significativa a governança e a condução estratégica da companhia.

Pelo modelo comunicado, a IG4 Capital passa a deter a maioria do capital votante da Braskem, assumindo a indicação do CEO e da diretoria financeira, além de concentrar a condução do processo de reestruturação econômica da empresa. O Conselho de Administração será composto de forma paritária entre Petrobras e bancos/IG4, com a presidência a cargo da Petrobras.

No campo operacional, há sinalização de que a Petrobras desempenhe um papel mais decisivo, num setor fundamental para a vida cotidiana da população. Trata-se de um setor estratégico, cujo situação financeira e de gestão, tem que ser enfrentado a partir de decisões e ações que atendam aos interesses da coletividade.

Ainda que se afirme a continuidade operacional da Braskem, o novo desenho acende um alerta para os trabalhadores e trabalhadoras. Não estão claras as definições sobre a estrutura de gestão de pessoas, recursos humanos, política de emprego e, sobretudo, sobre quem será responsável pelas decisões que impactam diretamente os postos de trabalho, as condições laborais e os direitos históricos da categoria.

A indefinição dos canais de interlocução institucional cria um cenário de insegurança para os trabalhadores e para as organizações sindicais com atuação nas unidades localizadas nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia — regiões estratégicas para as indústrias química e petroquímica.

As entidades do Ramo Químico da CUT reafirmam que a Braskem não pode ser submetida à lógica estreita da reestruturação focada exclusivamente na redução de despesas e no equacionamento de dívidas, prática recorrente em modelos de gestão orientados pelo rentismo financeiro.

Trabalhadores e trabalhadoras não são custos: são o principal patrimônio da empresa, responsáveis pela operação segura, pela inovação tecnológica e pela continuidade produtiva.

Qualquer processo de reestruturação precisa considerar, além da governança corporativa e dos números, a dimensão social do trabalho, o diálogo permanente com as representações sindicais e o compromisso com um projeto industrial voltado ao desenvolvimento nacional.

A CNQ, as federações e os sindicatos signatários estão abertos ao diálogo com os segmentos envolvidos na nova configuração da Braskem, com o objetivo de assegurar a defesa dos empregos, a manutenção dos direitos e o fortalecimento da indústria petroquímica no Brasil.

Sem trabalhadores valorizados, não há indústria forte.
Sem indústria forte, não há soberania nem desenvolvimento.

Confira o Comunicado das entidades na íntegra:

Assessoria de Comunicações 30/12/2025 12:59:27