Braskem: crise financeira, recuperação extrajudicial e os impactos sobre trabalhadores

O pedido de recuperação extrajudicial anunciado pela petroquímica Braskem na última segunda-feira (24) acendeu um alerta em toda a cadeia produtiva, diante dos impactos que o processo de reestruturação da companhia pode provocar na economia, no setor petroquímico e, principalmente, na manutenção dos empregos.

A Braskem atravessa uma situação aparentemente contraditória: apesar de ter apresentado melhora nos resultados operacionais e financeiros no segundo trimestre de 2026, a companhia continua pressionada por um elevado nível de endividamento, dificuldades de liquidez e pela necessidade de uma ampla reestruturação financeira. Soma-se a esse cenário o passivo relacionado ao desastre socioambiental provocado pela extração de sal-gema em Maceió, cujas consequências financeiras, sociais e ambientais ainda permanecem em aberto.

No pedido de recuperação extrajudicial apresentado aos credores, a Braskem propõe a renegociação de cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas — aproximadamente R$ 54 bilhões. Mais de 90% desse endividamento está concentrado no exterior, junto a instituições financeiras e credores estrangeiros, o que amplia a exposição da companhia às condições do mercado internacional e às variações cambiais.

O anúncio também provocou reflexos no mercado financeiro. Desde terça-feira (25), as ações da Braskem deixaram de integrar o Ibovespa e outros nove índices da B3. A exclusão está prevista nas regras da bolsa para empresas que entram em processos de recuperação e pode provocar uma redução da demanda pelos papéis por parte de fundos que acompanham esses indicadores. Apesar da retirada dos índices, as ações da Braskem continuam sendo negociadas normalmente na bolsa.

Mas como a maior petroquímica do país chegou a esse cenário? E quais podem ser as consequências da crise para a economia, para a cadeia petroquímica brasileira e, principalmente, para os trabalhadores?

1. Situação financeira: crise da dívida apesar do lucro recente

Em 24 de agosto de 2026, a Braskem entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de US$ 10,9 bilhões — aproximadamente R$ 54 bilhões — em dívidas.

A recuperação extrajudicial não significa falência nem paralisação das atividades da companhia. Trata-se de um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite à empresa negociar diretamente com determinados grupos de credores a reestruturação de suas dívidas, com menor intervenção da Justiça do que em um processo de recuperação judicial.

Os números divulgados pela companhia referentes ao segundo trimestre ajudam a dimensionar a situação financeira da petroquímica:

  • Lucro líquido: R$ 3,3 bilhões;
  • Receita líquida: R$ 21,7 bilhões;
  • Ebitda* recorrente: R$ 5,25 bilhões;
  • Dívida bruta corporativa: US$ 10,3 bilhões;
  • Dívida líquida ajustada: cerca de US$ 9,4 bilhões;
  • Caixa disponível, excluídos recursos restritos e determinadas subsidiárias: aproximadamente US$ 1 bilhão;
  • Alavancagem: 6,74 vezes o Ebitda recorrente dos últimos 12 meses.

* Ebitda é um indicador financeiro utilizado para demonstrar quanto uma empresa gera a partir de suas atividades operacionais antes de considerar juros, impostos, depreciação e amortização. Na prática, ajuda a avaliar a capacidade de geração de resultados do negócio principal.

Os dados mostram que a Braskem conseguiu uma recuperação pontual de seus resultados e das margens petroquímicas, mas isso não foi suficiente para solucionar o elevado endividamento acumulado pela companhia. Outro elemento de pressão é a composição dessa dívida: 92% da dívida corporativa está denominada em moeda estrangeira, aumentando a exposição da empresa às oscilações cambiais e ao custo do financiamento externo.

A companhia chegou ao pedido de recuperação extrajudicial com apoio inicial de credores que representam cerca de 39,6% dos créditos submetidos à renegociação. Para conseguir a homologação compulsória do plano e estender seus efeitos aos demais credores abrangidos, terá de alcançar mais de 50% dos créditos em cada classe envolvida no processo.

No informe divulgado à imprensa, a Braskem lista entre os principais fatores que contribuíram para a deterioração financeira a perda de competitividade da indústria petroquímica nacional, a maior entrada de produtos manufaturados estrangeiros e o enfraquecimento da demanda mundial por produtos do setor.

Maurício Jansen Klajman, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Química, Petroquímica, Plástica e Farmacêutica do Estado da Bahia (SINDIQUÍMICA-BA), denuncia a prática de “dumping” e afirma que a entrada de produtos estrangeiros a preços muito baixos tem afetado a capacidade da Braskem e de outras empresas nacionais de competir dentro do próprio mercado brasileiro.

“Várias empresas estão entrando com o seu produto aqui com características de dumping. (…) Muita empresa está jogando às vezes abaixo do valor de custo ou abaixo do valor até da matéria prima para poder ganhar
mercado e derrubar o seu concorrente. E depois que derruba esse concorrente, ela volta a subir para compensar porque ela tem fôlego. E uma boa parte dessa entrada tem acontecido via Zona Franca de Manaus, onde a gente identifica isso. Cabe agora o Estado brasileiro, o governo, identificar e tentar conversar com
todos, digamos assim, todos os jogadores desse tabuleiro.” – comentou.

Assim como Klajman, Ivonei Arnt, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Petroquímicos de Porto Alegre e Triunfo (SINDIPOLO-RS) e trabalhador histórico da Braskem na região, também aponta a superoferta mundial de produtos petroquímicos, especialmente os provenientes da China, como um dos elementos que pressionam a indústria nacional. Para ele, esse cenário é agravado pela entrada desses produtos por meio da Zona Franca de Manaus, beneficiados pelos incentivos concedidos na região.

“A China, que era uma grande de consumidora de resina até pouco tempo atrás, (…) passou a ser fornecedora. Boa parte da resina produzida lá entra via Zona Franca de Manaus e são distribuídas pelo resto do país, então ela entra com o desconto da Zona Franca e é distribuída a um custo menor do que o de produção das nossas plantas aqui. Ela (a China) literalmente está despejando resina no resto do mundo. Então, isso também acaba comprometendo um pouco essa hegemonia que se tinha até pouco tempo para trás, da produção de resina.” – Afirmou Arnt.

2. Dificuldades financeiras da subsidiária Braskem Idesa, no México

Outro componente da crise está fora do Brasil. A Braskem Idesa, joint venture criada pela Braskem com o Grupo Idesa e cuja história teve início em 2010, também enfrenta dificuldades financeiras. A subsidiária acumula uma dívida de aproximadamente US$ 920 milhões, cerca de R$ 4,78 bilhões, com credores e recorreu a um processo de recuperação com período inicial de até 90 dias.

Subsidiária da Braskem no México também pediu recuperação judicial. Foto: Divulgação Braskem Idesa

Nesse intervalo, a Braskem prevê realizar um aporte de US$ 476 milhões — aproximadamente R$ 2,48 bilhões — na subsidiária mexicana e deve continuar detendo participação majoritária na companhia. A necessidade de financiamento da operação mexicana, no entanto, representa mais uma pressão sobre os recursos da matriz brasileira em um momento no qual a empresa tenta preservar sua liquidez.

Para Ivonei Arnt, do SINDIPOLO-RS, problemas relacionados à gestão dos contratos da operação mexicana, especialmente na relação com a Pemex, estatal de petróleo e gás do México, também contribuíram para as dificuldades enfrentadas pela Braskem.

“A Pemex nunca forneceu a quantidade de gás contratada. Isso faz com que aquela instalação gigante que foi montada lá opere com capacidade muito abaixo do qual ela foi projetada. (…) aquela planta era para ser a galinha dos ovos de ouro, por conta de lá ser base gás”. Completou.

A disponibilidade de matéria-prima é um ponto fundamental para a rentabilidade de uma unidade petroquímica. Quando uma planta opera abaixo da capacidade para a qual foi projetada, os custos fixos permanecem elevados enquanto a produção e a geração de receita ficam abaixo do potencial, comprometendo a sustentabilidade financeira da operação.

3. Extração de sal-gema em Maceió

Outro capítulo decisivo para compreender a situação da Braskem está em Maceió, onde décadas de exploração de sal-gema pela companhia provocaram um dos maiores desastres socioambientais urbanos do país.

Os primeiros sinais mais evidentes da instabilidade do solo apareceram em 2018, embora a exploração mineral na região tivesse começado décadas antes. A atividade envolveu mais de 30 minas subterrâneas em área urbana e comprometeu cinco bairros da capital alagoana, provocando o afundamento do solo e obrigando mais de 60 mil pessoas a deixarem suas casas e estabelecimentos.

Além dos prejuízos sociais e ambientais, o desastre produziu um passivo financeiro de longo prazo para a Braskem, envolvendo indenizações, compensações, realocação de moradores, recuperação de áreas afetadas e disputas com diferentes órgãos públicos.

Os impactos financeiros, porém, podem ir além das indenizações aos moradores. Uma perícia recente divulgada pela Polícia Federal estima um prejuízo de R$ 39,84 bilhões à União, correspondente ao valor estimado de 121,9 milhões de toneladas de sal-gema que permaneceram no subsolo, mas que teriam se tornado inacessíveis em razão dos danos provocados na região.

O raciocínio apresentado é que os recursos minerais pertencem à União enquanto permanecem na jazida. A empresa possui autorização para explorá-los, mas não é proprietária do minério que ainda não foi extraído. Dessa forma, a impossibilidade de acesso futuro a esses recursos poderia representar uma perda patrimonial para o poder público.

O laudo embasa denúncia do Ministério Público Federal, que atribui à Braskem parte dos danos decorrentes de uma suposta “lavra ambiciosa”. O caso também envolve acusações relacionadas à atuação regulatória da Agência Nacional de Mineração.

Mais de oito anos depois dos primeiros sinais da crise, portanto, Maceió continua representando não apenas um grave passivo socioambiental, mas também uma fonte de incerteza financeira para a companhia, diante de obrigações já assumidas e de possíveis novos desdobramentos judiciais.

Quais são as opções para a Braskem agora?

A Braskem não suspendeu suas operações e continua gerando receita. O cenário enfrentado pela companhia, no entanto, vai além de uma dificuldade financeira pontual. A petroquímica precisa lidar simultaneamente com um elevado endividamento, perda de competitividade no mercado internacional, dificuldades em sua operação mexicana, tensões trabalhistas e compromissos financeiros e socioambientais de longo prazo decorrentes do desastre de Maceió.

De acordo com o Relatório de Resultados apresentado pela própria empresa no início deste mês, a Braskem registrou lucro líquido de R$ 3,326 bilhões no segundo trimestre de 2026. O resultado positivo oferece algum fôlego à companhia, mas não é suficiente, isoladamente, para superar o nível de endividamento e os problemas de liquidez que levaram à abertura do processo de renegociação com os credores.

A recuperação extrajudicial passa, portanto, a ser uma das principais ferramentas da empresa para reorganizar suas obrigações financeiras e ganhar tempo para recuperar a capacidade de geração de caixa. O sucesso desse processo, porém, dependerá da adesão dos credores e das condições estabelecidas para o pagamento da dívida.

Ao mesmo tempo, cresce entre os trabalhadores a preocupação sobre os possíveis reflexos da reestruturação nos empregos, salários e benefícios. Por ocupar uma posição estratégica na cadeia petroquímica brasileira, uma deterioração mais profunda da situação da Braskem poderia produzir consequências que ultrapassam os limites da própria companhia, atingindo fornecedores, empresas que utilizam seus produtos como matéria-prima e postos de trabalho diretos e indiretos em diferentes regiões do país.

A empresa informa que mantém negociações não apenas com os credores, mas também diálogo com representantes dos trabalhadores. Joel Santana De Souza, presidente da Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT do Estado de São Paulo (FETQUIM-CUT/SP), afirma que a companhia apresentou garantias de manutenção dos postos de trabalho durante as conversas com as entidades sindicais.

“Os passos que o sindicato está tomando de abrir um diálogo com a empresa, de esclarecimento. Nós temos conversado com eles, porque que a empresa já abriu um diálogo conosco e deu as garantias de manter os postos de trabalho e a gente está trabalhando com isso, a gente tá esperando ansioso que com essa nova gestão e estamos dando um voto de confiança para a empresa, ela fazer essa recuperação judicial porque é uma empresa que tem uma operacionalidade vantajosa. Ela dá lucro e ela vai saber sair dessa situação, eu acredito.” Afirmou.

A manutenção dos empregos, no entanto, deve permanecer no centro das discussões à medida que a recuperação avançar. Para os trabalhadores, o desafio é garantir que a reorganização financeira necessária para preservar a companhia não transfira para empregados e comunidades os custos da crise.

Mas os possíveis impactos vão além dos postos de trabalho. Por ocupar uma posição estratégica na cadeia petroquímica nacional, uma eventual paralisação das operações da Braskem poderia afetar diversos setores que dependem dos insumos produzidos pela companhia.

Ainda segundo Maurício Klajman, o fechamento das unidades também representaria um retrocesso de cerca de uma década no desenvolvimento tecnológico do setor petroquímico brasileiro, com reflexos sobre toda a cadeia produtiva.

“Então, a gente até clama para todos o segmento a importância dessa empresa. Tá? Não é só uma questão de defender o emprego de quem tá lá, é defender a soberania nacional.” – afirmou.

Assessoria de Comunicação

C/informações da https://tvtnews.com.br

28/08/2026 12:08:40

OS TRABALHADORES NÃO DEVEM PAGAR A CONTA DA GANÂNCIA E DA INCOMPETÊNCIA

Recuperação extrajudicial da Braskem não pode servir de desculpa para demissões, retirada de direitos e precarização

O anúncio do pedido de recuperação extrajudicial envolvendo a Braskem é motivo de grande preocupação para os trabalhadores e trabalhadoras, suas famílias e toda a região que depende direta ou indiretamente da atividade petroquímica. Diante de uma situação dessa gravidade, uma coisa precisa estar muito clara desde o início: os trabalhadores não podem e não devem ser chamados para pagar uma conta que não criaram.

Quem trabalha nas unidades, opera as plantas, realiza a manutenção, garante a segurança dos processos e mantém a produção e as plantas funcionando diariamente não pode ser responsabilizado pelas decisões empresariais, financeiras e administrativas tomadas ao longo dos anos.

Os trabalhadores não participaram das grandes decisões que levaram a empresa à atual situação. Não definiram estratégias financeiras, não realizaram operações empresariais, não escolheram administradores e não foram responsáveis pelas decisões dos grandes grupos econômicos e acionistas. Ainda assim, historicamente, quando uma grande empresa entra em crise, a primeira ameaça costuma recair sobre quem vive do seu trabalho: demissões, redução de direitos, congelamento salarial, terceirização, aumento da jornada e intensificação da pressão dentro das fábricas.

NÃO ACEITAREMOS QUE ESSE ROTEIRO SE REPITA

A crise da Braskem não pode ser utilizada como justificativa para aprofundar a precarização das relações de trabalho. Uma eventual recuperação financeira ou reorganização empresarial não pode significar recuperação dos lucros às custas do desemprego, da insegurança e do sofrimento dos trabalhadores.

É preciso discutir com seriedade como uma empresa estratégica para a indústria petroquímica brasileira chegou a uma situação tão delicada. Não é possível ignorar a responsabilidade dos grandes grupos econômicos que controlaram e administraram a companhia, especialmente a ODEBHECHT,  diante de anos de decisões questionáveis, crises de gestão e escolhas que afetaram diretamente o presente e o futuro da empresa.

Os trabalhadores não podem pagar pela ganância dos grandes acionistas, pelos erros cometidos ao longo da história empresarial e pela incompetência de administrações que não conseguiram construir soluções capazes de garantir estabilidade e sustentabilidade para a Braskem.

A referência à antiga controladora Odebrecht não pode ser apagada dessa história. Os problemas acumulados pelo grupo, suas decisões e crises tiveram consequências profundas para a Braskem. Da mesma forma, os administradores que passaram pela empresa precisam responder pelas estratégias adotadas e pelos resultados produzidos. Não é justo que aqueles que receberam altos salários, bônus e benefícios pela gestão das grandes decisões desapareçam da discussão enquanto o trabalhador é colocado diante da ameaça de perder seu emprego ou seus direitos.

DEFENDER O EMPREGO É DEFENDER A ECONOMIA DA REGIÃO

A Braskem possui importância fundamental para milhares de famílias e para toda a cadeia produtiva ligada ao Polo Petroquímico. Cada posto de trabalho direto representa muitos outros empregos indiretos, empresas prestadoras de serviços e atividades econômicas que dependem da produção industrial.

Por isso, qualquer discussão sobre o futuro da empresa precisa levar em consideração muito mais do que balanços financeiros e interesses de investidores. 

Estamos falando de empregos, famílias, comunidades e do desenvolvimento econômico de regiões inteiras.

Não se pode admitir que uma reestruturação empresarial seja construída apenas para satisfazer credores e acionistas, deixando os trabalhadores à margem das decisões. 

Quem produz a riqueza da empresa precisa ter seus direitos respeitados e suas representações sindicais precisam participar do debate sobre os impactos que qualquer processo de reorganização poderá provocar.

É necessário destacar o papel fundamental da mão de obra altamente qualificada neste momento de retomada do Setor Petroquímico. Não se produz resinas petroquímicas, borracha e demais derivados sem esta indispensável mão de obra.

O SINDIPOLO defenderá que toda medida adotada tenha como prioridade a preservação dos empregos, dos direitos e das condições de trabalho. Não aceitaremos demissões, programas de redução de custos baseados no corte de trabalhadores ou qualquer tentativa de utilizar a crise como instrumento para retirar conquistas históricas da categoria.

TRANSPARÊNCIA E RESPONSABILIDADE

Os trabalhadores têm o direito de saber qual é a real situação da empresa e quais são os planos para o futuro. É fundamental haver transparência. Não podemos aceitar que informações importantes sejam escondidas enquanto os trabalhadores convivem com rumores, insegurança e medo.

Também é preciso reafirmar que a busca por equilíbrio financeiro não pode comprometer a segurança. Em uma indústria petroquímica, cortar custos de forma irresponsável pode colocar vidas em risco. Redução de efetivo, diminuição de investimentos em manutenção saúde, cortes nos exames médicos para diminuir custos no ASO (Atestado de Saúde Ocupacional), pressão excessiva por produtividade e precarização das condições de trabalho são caminhos perigosos e inaceitáveis.

Não existe recuperação sustentável baseada no adoecimento dos trabalhadores, na sobrecarga das equipes ou na redução das condições de segurança.

A RESPOSTA DOS TRABALHADORES É UNIÃO E ORGANIZAÇÃO

Momentos de crise exigem atenção, união e organização. É justamente quando os trabalhadores estão divididos e enfraquecidos que aumentam as tentativas de retirar direitos.

Por isso, fortalecer o sindicato é fundamental. (SINDICALIZE-SE, UNA-SE A QUEM LUTA PELOS SEUS DIREITOS) Um sindicato forte, organizado e combativo é a principal ferramenta coletiva dos trabalhadores para acompanhar as decisões empresariais, exigir transparência, defender empregos e impedir que a categoria seja tratada como variável de ajuste de uma crise que não provocou.

O SINDIPOLO seguirá acompanhando cada passo dessa situação e cobrará respostas claras da empresa. Defenderemos os trabalhadores em todas as instâncias necessárias e não aceitaremos que o futuro da categoria seja decidido sem diálogo e sem respeito à representação sindical. 

Nossa posição é clara: Os trabalhadores não são responsáveis pela crise e não podem pagar por ela.

Se existem dívidas, erros de gestão e decisões empresariais equivocadas, que os responsáveis assumam as consequências. A reorganização da empresa, deve ser feita com responsabilidade social, preservação dos empregos, manutenção dos direitos e garantia das condições de segurança e saúde física e mental.

 A Braskem surgiu da fusão de várias empresas, foi construída e é mantida pelo trabalho de milhares de homens e mulheres que dela retiram o sustento de suas famílias. São os trabalhadores que mantêm as plantas funcionando, enfrentam jornadas, riscos e pressões e produzem diariamente a riqueza da empresa.

Não aceitaremos que, depois de anos de dedicação e trabalho, sejam justamente nós os escolhidos para pagar a conta.

OS TRABALHADORES NÃO DEVEM PAGAR A CONTA DA GANÂNCIA E DA INCOMPETÊNCIA!

NÃO ÀS DEMISSÕES! NÃO À RETIRADA DE DIREITOS! NÃO À PRECARIZAÇÃO!

DEFENDER O EMPREGO, OS DIREITOS E A SEGURANÇA É DEFENDER OS TRABALHADORES E O FUTURO DA INDÚSTRIA PETROQUÍMICA! 

SINDICALIZE-SE! VAMOS FORTALECER QUE LUTA POR NÓS.