DIA 29/01/2026
jan, 2026
SINDICATOS DE PETROQUÍMICOS DO BRASIL REÚNEM COM A BRASKEM E EXIGEM FIM DAS DEMISSÕES
O SINDIPOLO-RS aliançado com os demais dos Sindicatos de trabalhadores/as petroquímicos de todo o Brasil esteve, na quinta-feira (22), reunidos com representantes do RH (P&O) da Braskem, no escritório da empresa em São Paulo, para tratar das demissões que vêm ocorrendo em todos os Polos Petroquímicos brasileiros.
Durante o encontro, que reuniu sindicalistas do Rio Grande do Sul, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo ABC, São Paulo Capital e São Paulo Cubatão, com o vice-presidente de RH da Braskem e sua equipe, os sindicatos trataram das demissões que vêm sendo feitas pela Braskem – que para os trabalhadores caracteriza DEMISSÃO EM MASSA – e de outros assuntos e cortes que a Categoria vem enfrentando em 2025 e seguiram neste mês de janeiro de 2026.
Além das demissões, realizadas de forma arbitrária pela Braskem, sem qualquer diálogo com as entidades sindicais, os sindicalistas também questionaram a empresa sobre as alterações estruturais que a Braskem pretende fazer e solicitaram que as mesmas sejam tratadas em uma mesa de negociação, com a participação dos trabalhadores via sindicatos dos petroquímicos.
MÃO DE OBRA ESPECIALIZADA E QUALIFICADA
Uma das preocupações colocadas pelos sindicatos foi de que as demissões, além de atingirem toda a Categoria, de Norte/Sul-Leste/Oeste, estão centralizadas principalmente nos trabalhadores/as com mais tempo de empresa, os que detêm mais experiência e qualificação técnica, provavelmente para reduzir a folha de pagamento!
Mas os sindicalistas ressaltaram para o RH que o custo com mão de obra no Setor da Indústria petroquímica representa menos de 5% do custo total produção, e menos ainda do faturamento da Braskem e, portanto, as demissões não terão qualquer relevância do ponto de vista financeiro, sobre a amortização da dívida gerada pela gestão Odebrecht na Braskem. Mas com certeza terão grande impacto na segurança das plantas, na produtividade, na atualização tecnológica e até mesmo na recuperação geral da empresa. O perfil desta mão de obra é de alta especialização e qualificação que, como reconheceu a própria empresa, não se encontra pronta em qualquer escola técnica ou universidade, é preciso tempo para a formação desta necessária senioridade. “Então, cortar mão de obra não vai resolver o problema da dívida da Braskem, pelo contrário, vai agravar, porque é essa mão de obra que poderá alavancar a empresa para sair dessa crise gerada pela gestão da Odebrecht, destacaram as lideranças sindicais.
Outro ponto que tem preocupado a Categoria são as alterações estruturais que vêm sendo anunciadas pela Braskem, principalmente com a possível venda das ações da Odebrecht para o grupo financeiro IG4, e a transformação das plantas petroquímicas de base nafta para base gás. “Justamente neste momento de mudanças importantes, a empresa faz essas demissões, de um corpo técnico altamente qualificado e especializado”. Para os representantes dos trabalhadores/as, essas demissões trazem um imenso prejuízo para além da Braskem, para o setor petroquímico, por se tratar de uma mão de obras que “sabe como fazer produtos petroquímicos”! Assim solicitaram que as demissões fossem suspensas imediatamente.
OUTROS INSANOS CORTES
Além das demissões, os sindicalistas colocaram outros problemas que vêm sendo enfrentados pela Categoria, como cortes na alimentação, na água, no uniforme (que é um EPI), até na retirada da folga no dia do aniversário, cujo impacto econômico é zero e gera um ambiente de trabalho positivo e motivador, entre outros “danos” que são efeitos “pirotécnicos” de alguns gestores, pois não tem grande impacto econômico, parece que é só de “maldade” mesmo!
Por fim, os trabalhadores/as criticaram a falta de transparência (palavra muito utilizada pela empresa, mas não praticada) nas atitudes da Braskem, sem qualquer diálogo ou debate com os Sindicatos/CNQ. Isso mostra que apesar do discurso dos representantes do RH da empresa sobre respeito e transparência, a prática da Braskem mostra exatamente o contrário.
As entidades sindicais solicitaram, ainda, que ocorram reuniões sistemáticas em nível nacional e/ou regional para tratar sobre estas questões, principalmente em relação às DEMISSÕES, e destacaram ainda que os trabalhadores/as petroquímicos/as de todo o País estão MOBILIZADOS para evitar mais demissões. A Braskem/RH se comprometeu a conversar com os gerentes regionais sobre as questões colocadas pelos Sindicatos/CNQ.
Assessoria de Comunicação
23/01/2026 13:42:43
jan, 2026
CNQ e sindicatos cobram suspensão imediata das demissões na Braskem e abertura de negociação com governo e Petrobras
A luta em defesa dos empregos e dos direitos no setor petroquímico ganhou mais um passo importante nesta semana. No dia 20 de janeiro, o Sindipolo, representando a Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ) e os demais sindicatos do setor, entregou diretamente ao presidente Lula uma carta com um pedido para suspender imediatamente as demissões na Braskem e abrir um processo de diálogo com todas as partes envolvidas.
As entidades reforçam que a Braskem é a maior indústria petroquímica nacional, com peso estratégico para a economia do país, para a cadeia industrial e para a soberania produtiva do Brasil. Por isso, as demissões em massa e o fechamento de postos de trabalho são inaceitáveis — ainda mais em um setor que exige qualificação técnica, experiência acumulada e alto nível de responsabilidade operacional.
A carta entregue ao presidente destaca que dispensar trabalhadores experientes enfraquece a retomada industrial, aumenta riscos operacionais e compromete o futuro da própria petroquímica no Brasil. É uma decisão que não atinge apenas as famílias dos trabalhadores/as do setor, mas toda a economia, o desenvolvimento regional e a capacidade do país de produzir com autonomia.
Além do governo federal, o documento foi entregue em mãos à presidência da Petrobras, solicitando uma reunião urgente para tratar não só das demissões, mas também de toda a relação de trabalho envolvendo os petroquímicos que atuam na Braskem em diferentes regiões do país.
O objetivo, segundo a representação dos trabalhadores, é interromper o processo de desligamentos, garantir estabilidade e construir soluções que preservem empregos, direitos e condições dignas de trabalho.
Outras regiões do país também estão tomando providências e organizando ações semelhantes, ampliando a pressão política e sindical para barrar as demissões e garantir que a categoria seja respeitada.
Além disso, está prevista uma reunião com a gestão nacional de Recursos Humanos da empresa, em São Paulo, para tratar diretamente do tema e cobrar respostas concretas.
CATEGORIA PRECISA ESTAR ATENTA E MOBILIZADA
Os sindicatos lembram que ninguém vai defender os trabalhadores no lugar dos próprios trabalhadores. A categoria precisa seguir atenta, unida e mobilizada, porque o ataque não é só contra empregos, é contra direitos históricos, condições de trabalho e o futuro do setor petroquímico no Brasil. “Não podemos aceitar que a conta seja jogada nas costas de quem produz, opera e sustenta a indústria todos os dias”, diz o documento entregue ao presidente Lula.
CONFIRA O DOCUMENTO ENTREGUE AO PRESIDENTE LULA E A PETROBRÁS
Assessoria de Comunicação
21/01/2026 10:59:02
