SINDIPOLO RENOVA SUAS FILEIRAS E REAFIRMA COMPROMISSO COM A CATEGORIA PETROQUÍMICA

Em cerimônia realizada na sede do SINDIPOLO, em Porto Alegre, tomou posse a nova direção do Sindicato para o período 2026-2030. Sindicalistas de diversas categorias e da CUT, que têm sido solidárias na luta dos trabalhadores petroquímicos, estiveram presentes, além de lideranças políticas que também têm estado ao lado dos trabalhadores/as, levando sua saudação à nova gestão. A atividade marcou, ainda, o aniversário de 45 anos de lutas do SINDIPOLO.

45 ANOS

Durante as falas, foram lembradas as grandes lutas da entidade em defesa dos trabalhadores/as e os momentos difíceis enfrentados pela categoria, desde a construção do Sindicato, passando pela conquista da 5ª Turma, pela privatização da Copesul e da Petroflex e pelas reestruturações com impactos nos empregos e nos direitos, entre outros.

O ex-presidente do Sindicato e ainda sócio, o deputado estadual (PT) Miguel Rossetto, destacou, em sua fala, a trajetória histórica do SINDIPOLO como um sindicato de luta, construído com forte presença nas portas das fábricas, na organização da categoria petroquímica e na defesa da democracia. Ressaltou que a identidade do SINDIPOLO sempre esteve baseada na solidariedade, no companheirismo e na participação dos trabalhadores/as.

Ao saudar a posse da nova direção, afirmou que a renovação da diretoria preserva esse legado de um sindicalismo combativo e democrático, capaz de representar os trabalhadores/as petroquímicos com presença permanente nos locais de trabalho e compromisso com as lutas da categoria. Rossetto também enfatizou que os trabalhadores/as petroquímicos e o SINDIPOLO têm um papel importante na construção do futuro do Brasil, defendendo a democracia, os direitos da classe trabalhadora e a participação popular, reforçando que o Sindicato deve seguir mobilizado e organizado para enfrentar os desafios do próximo período.

Na sequência, o ex-governador Olívio Dutra também saudou a nova direção, destacando que, acima das diferentes categorias profissionais, todos fazem parte da classe trabalhadora e precisam fortalecer a união para enfrentar os desafios impostos pela ganância do capital. Defendeu um movimento sindical forte, organizado e representativo, capaz de negociar coletivamente melhores condições de trabalho e combater a fragmentação das entidades sindicais.

Ressaltou, ainda, que a luta sindical é inseparável da luta política, lembrando que direitos como a greve, a organização sindical e as garantias trabalhistas foram conquistados por meio da mobilização coletiva e da atuação política. Para ele, os sindicatos devem preservar sua pluralidade, sem partidarização, mas com participação ativa na defesa dos interesses da classe trabalhadora.

Por fim, afirmou que os trabalhadores/as precisam permanecer organizados e mobilizados para acompanhar e cobrar os representantes eleitos, defendendo projetos coletivos voltados aos interesses do povo. Segundo Olívio, a transformação social depende da participação permanente dos trabalhadores/as na vida política e sindical, e não apenas nos períodos eleitorais.

GESTÃO COMEÇA COM O DESAFIO DA CAMPANHA SALARIAL 2026

Esta gestão começa já diante do desafio da Campanha Salarial que, neste ano, possibilita a negociação de todas as cláusulas do ACT — econômicas e sociais. Mas confia que, assim como tem sido nestes 45 anos, os trabalhadores/as estarão unidos, fortalecendo o SINDIPOLO para manter as conquistas obtidas e avançar em direitos coletivos para todos, buscando melhores condições de trabalho, com segurança e dignidade.

Assessoria de Comunicação
30/07/2026 – 16:21:13

EDITAL DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

CAMPANHA SALARIAL-2026

A Direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas de Porto Alegre e Triunfo/RS – SINDIPOLO, através de seu representante e no uso de suas atribuições conferidas estatutariamente, CONVOCA a Categoria Petroquímica-RS, associados/as ou não, que trabalham nas empresas Arlanxeo (Data-Base Setembro) e Oxiteno, Innova e Braskem (Data-Base Outubro), para sessões de Assembleia Geral Extraordinária a realizar-se nos dias 14 a 21 de Julho de 2026, sendo para os trabalhadores/as em turno no horário das trocas de turno. Para os/as trabalhadores/as do horário administrativo de todas as empresas, será na chegada ao trabalho, para tratarem da seguinte ordem do dia:

1. Análise e votação da Pauta de Reivindicação unitária a ser encaminhada às empresas para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), Data-Base Setembro e Outubro;

2. Autorização de poderes à Direção do Sindipolo para firmar Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para as duas Datas-Bases;

3. Autorização para a instauração de dissídio Coletivo em caso de malogro ou recusa de negociação, bem como, concessão de poderes à Direção do Sindipolo para reconvir caso seja instaurado dissídio Coletivo pelas empresas;

4. Autorização de formas de mobilizações da Categoria, inclusive paralisações coletivas dos trabalhos;

5. Análise e votação da contribuição espontânea em favor do Sindipolo.

Triunfo/Porto alegre, 14 de Julho de 2026.

Ivonei Arnt

Direção do SINDIPOLO

INTERDIÇÃO NA ARLANXEO ESBR POR FALTA DE SEGURANÇA

O Ministério do Trabalho , por meio da SRTE-RS , após a realização de duas Fiscalizações (janeiro e fevereiro de 2026), que resultaram em cinco Notificações de irregularidades na Unidade ESBR/BR da ARLANXEO, no Polo Petroquímico de Triunfo/RS, aplicou, no dia 05/03/2026, AUTO DE INTERDIÇÃO na Linha de Produção “B” de borracha ESBR.
Motivo: RISCO GRAVE E IMINENTE (RGI) de novos acidentes, podendo inclusive resultar em ACIDENTE QUÍMICO AMPLIADO .
A interdição é imediata e permanecerá até que a ARLANXEO adote ações concretas para resolver as questões de insegurança existentes na Linha B.
🫵🏼 Essa condição de insegurança já havia sido comunicada diretamente à ARLANXEO pelo SINDIPOLO e SINDICONSTRUPOLO. No entanto, infelizmente, a gestão da empresa não deu a devida atenção aos problemas, o que levou os sindicatos a denunciar a situação ao órgão público, solicitando medidas imediatas para proteger a integridade física e psicológica dos trabalhadores e trabalhadoras, diante das irregularidades identificadas nas condições de segurança operacional.
✅ Segurança no trabalho não é opcional, é dever.
✅ Cumprir as Normas (NR) é obrigação das empresas.
✅ E é direito de quem trabalha e produz a riqueza do Polo Petroquímico.
SEGUIMOS NA LUTA POR SEGURANÇA NO TRABALHO!

QUÍMICOS E PETROQUÍMICOS QUESTIONAM MODELO DE REESTRUTURAÇÃO DA BRASKEM

“A Braskem não pode ser submetida à lógica estreita da reestruturação focada exclusivamente na redução de despesas e no equacionamento de dívidas, prática recorrente em modelos de gestão orientados pelo rentismo financeiro”, afirmam os sindicatos dos petroquímicos do Rio Grande do Sul, São Paulo, ABC Paulista, Duque de Caxias e Bahia, juntamente com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o Sindipetro Bahia, em nota conjunta com a Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ-CUT), a FETRAQUIM/RJ, a FETQUIM/SP.

A Braskem é uma empresa transnacional — a maior petroquímica da América Latina e a sexta maior do mundo — estratégica para toda a cadeia do setor no Brasil. Sua importância ultrapassa qualquer operação financeira ou rearranjo societário: trata-se de um ativo fundamental para o desenvolvimento industrial, a soberania produtiva e a geração de milhares de empregos qualificados no país.

Nesse contexto, a CNQ-CUT e suas entidades filiadas, com bases de trabalhadores e trabalhadoras nos polos petroquímicos (SINDIPOLO/RS, FETRAQUIM/RJ, FETQUIM/SP, FUP, Químicos do ABC, Químicos de SP, Sindiquímica Caxias/RJ e Sindiquímica/BA), acompanham com atenção e preocupação as recentes definições sobre a nova estrutura de controle da Braskem. As mudanças decorrem da operação anunciada no dia 15 de dezembro, que transfere cerca de R$ 20 bilhões em créditos dos bancos credores da Novonor (ex-Odebrecht) para a IG4 Capital, alterando de forma significativa a governança e a condução estratégica da companhia.

Pelo modelo comunicado, a IG4 Capital passa a deter a maioria do capital votante da Braskem, assumindo a indicação do CEO e da diretoria financeira, além de concentrar a condução do processo de reestruturação econômica da empresa. O Conselho de Administração será composto de forma paritária entre Petrobras e bancos/IG4, com a presidência a cargo da Petrobras.

No campo operacional, há sinalização de que a Petrobras desempenhe um papel mais decisivo, num setor fundamental para a vida cotidiana da população. Trata-se de um setor estratégico, cujo situação financeira e de gestão, tem que ser enfrentado a partir de decisões e ações que atendam aos interesses da coletividade.

Ainda que se afirme a continuidade operacional da Braskem, o novo desenho acende um alerta para os trabalhadores e trabalhadoras. Não estão claras as definições sobre a estrutura de gestão de pessoas, recursos humanos, política de emprego e, sobretudo, sobre quem será responsável pelas decisões que impactam diretamente os postos de trabalho, as condições laborais e os direitos históricos da categoria.

A indefinição dos canais de interlocução institucional cria um cenário de insegurança para os trabalhadores e para as organizações sindicais com atuação nas unidades localizadas nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia — regiões estratégicas para as indústrias química e petroquímica.

As entidades do Ramo Químico da CUT reafirmam que a Braskem não pode ser submetida à lógica estreita da reestruturação focada exclusivamente na redução de despesas e no equacionamento de dívidas, prática recorrente em modelos de gestão orientados pelo rentismo financeiro.

Trabalhadores e trabalhadoras não são custos: são o principal patrimônio da empresa, responsáveis pela operação segura, pela inovação tecnológica e pela continuidade produtiva.

Qualquer processo de reestruturação precisa considerar, além da governança corporativa e dos números, a dimensão social do trabalho, o diálogo permanente com as representações sindicais e o compromisso com um projeto industrial voltado ao desenvolvimento nacional.

A CNQ, as federações e os sindicatos signatários estão abertos ao diálogo com os segmentos envolvidos na nova configuração da Braskem, com o objetivo de assegurar a defesa dos empregos, a manutenção dos direitos e o fortalecimento da indústria petroquímica no Brasil.

Sem trabalhadores valorizados, não há indústria forte.
Sem indústria forte, não há soberania nem desenvolvimento.

Confira o Comunicado das entidades na íntegra:

Assessoria de Comunicações 30/12/2025 12:59:27