INTERDIÇÃO NA ARLANXEO ESBR POR FALTA DE SEGURANÇA

O Ministério do Trabalho , por meio da SRTE-RS , após a realização de duas Fiscalizações (janeiro e fevereiro de 2026), que resultaram em cinco Notificações de irregularidades na Unidade ESBR/BR da ARLANXEO, no Polo Petroquímico de Triunfo/RS, aplicou, no dia 05/03/2026, AUTO DE INTERDIÇÃO na Linha de Produção “B” de borracha ESBR.
Motivo: RISCO GRAVE E IMINENTE (RGI) de novos acidentes, podendo inclusive resultar em ACIDENTE QUÍMICO AMPLIADO .
A interdição é imediata e permanecerá até que a ARLANXEO adote ações concretas para resolver as questões de insegurança existentes na Linha B.
🫵🏼 Essa condição de insegurança já havia sido comunicada diretamente à ARLANXEO pelo SINDIPOLO e SINDICONSTRUPOLO. No entanto, infelizmente, a gestão da empresa não deu a devida atenção aos problemas, o que levou os sindicatos a denunciar a situação ao órgão público, solicitando medidas imediatas para proteger a integridade física e psicológica dos trabalhadores e trabalhadoras, diante das irregularidades identificadas nas condições de segurança operacional.
✅ Segurança no trabalho não é opcional, é dever.
✅ Cumprir as Normas (NR) é obrigação das empresas.
✅ E é direito de quem trabalha e produz a riqueza do Polo Petroquímico.
SEGUIMOS NA LUTA POR SEGURANÇA NO TRABALHO!

QUÍMICOS E PETROQUÍMICOS QUESTIONAM MODELO DE REESTRUTURAÇÃO DA BRASKEM

“A Braskem não pode ser submetida à lógica estreita da reestruturação focada exclusivamente na redução de despesas e no equacionamento de dívidas, prática recorrente em modelos de gestão orientados pelo rentismo financeiro”, afirmam os sindicatos dos petroquímicos do Rio Grande do Sul, São Paulo, ABC Paulista, Duque de Caxias e Bahia, juntamente com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o Sindipetro Bahia, em nota conjunta com a Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ-CUT), a FETRAQUIM/RJ, a FETQUIM/SP.

A Braskem é uma empresa transnacional — a maior petroquímica da América Latina e a sexta maior do mundo — estratégica para toda a cadeia do setor no Brasil. Sua importância ultrapassa qualquer operação financeira ou rearranjo societário: trata-se de um ativo fundamental para o desenvolvimento industrial, a soberania produtiva e a geração de milhares de empregos qualificados no país.

Nesse contexto, a CNQ-CUT e suas entidades filiadas, com bases de trabalhadores e trabalhadoras nos polos petroquímicos (SINDIPOLO/RS, FETRAQUIM/RJ, FETQUIM/SP, FUP, Químicos do ABC, Químicos de SP, Sindiquímica Caxias/RJ e Sindiquímica/BA), acompanham com atenção e preocupação as recentes definições sobre a nova estrutura de controle da Braskem. As mudanças decorrem da operação anunciada no dia 15 de dezembro, que transfere cerca de R$ 20 bilhões em créditos dos bancos credores da Novonor (ex-Odebrecht) para a IG4 Capital, alterando de forma significativa a governança e a condução estratégica da companhia.

Pelo modelo comunicado, a IG4 Capital passa a deter a maioria do capital votante da Braskem, assumindo a indicação do CEO e da diretoria financeira, além de concentrar a condução do processo de reestruturação econômica da empresa. O Conselho de Administração será composto de forma paritária entre Petrobras e bancos/IG4, com a presidência a cargo da Petrobras.

No campo operacional, há sinalização de que a Petrobras desempenhe um papel mais decisivo, num setor fundamental para a vida cotidiana da população. Trata-se de um setor estratégico, cujo situação financeira e de gestão, tem que ser enfrentado a partir de decisões e ações que atendam aos interesses da coletividade.

Ainda que se afirme a continuidade operacional da Braskem, o novo desenho acende um alerta para os trabalhadores e trabalhadoras. Não estão claras as definições sobre a estrutura de gestão de pessoas, recursos humanos, política de emprego e, sobretudo, sobre quem será responsável pelas decisões que impactam diretamente os postos de trabalho, as condições laborais e os direitos históricos da categoria.

A indefinição dos canais de interlocução institucional cria um cenário de insegurança para os trabalhadores e para as organizações sindicais com atuação nas unidades localizadas nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia — regiões estratégicas para as indústrias química e petroquímica.

As entidades do Ramo Químico da CUT reafirmam que a Braskem não pode ser submetida à lógica estreita da reestruturação focada exclusivamente na redução de despesas e no equacionamento de dívidas, prática recorrente em modelos de gestão orientados pelo rentismo financeiro.

Trabalhadores e trabalhadoras não são custos: são o principal patrimônio da empresa, responsáveis pela operação segura, pela inovação tecnológica e pela continuidade produtiva.

Qualquer processo de reestruturação precisa considerar, além da governança corporativa e dos números, a dimensão social do trabalho, o diálogo permanente com as representações sindicais e o compromisso com um projeto industrial voltado ao desenvolvimento nacional.

A CNQ, as federações e os sindicatos signatários estão abertos ao diálogo com os segmentos envolvidos na nova configuração da Braskem, com o objetivo de assegurar a defesa dos empregos, a manutenção dos direitos e o fortalecimento da indústria petroquímica no Brasil.

Sem trabalhadores valorizados, não há indústria forte.
Sem indústria forte, não há soberania nem desenvolvimento.

Confira o Comunicado das entidades na íntegra:

Assessoria de Comunicações 30/12/2025 12:59:27

28 DE DEZEMBRO: DIA DO PETROQUÍMICO/A

Neste 28 de dezembro, quando é celebrado o Dia do Petroquímico/a, o SINDIPOLO reafirma o respeito e seu compromisso com esta valorosa categoria.

São as trabalhadoras e os trabalhadores petroquímicos que, com conhecimento técnico, responsabilidade e coragem, garantem a produção de insumos essenciais da vida do povo brasileiro, embora muitas vezes sob condições adversas, lidando com riscos elevados e exigências extremas de segurança.

Neste dia, reafirmamos a luta por salários justos, saúde e segurança no trabalho, estabilidade, qualificação profissional e respeito. Defender os petroquímicos é defender a soberania industrial, o emprego de qualidade e um projeto de país que coloque o trabalho no centro das decisões.

Nossa homenagem é, sobretudo, um chamado à unidade e à resistência.
Sem petroquímicos não há indústria.
Sem indústria não há desenvolvimento.
E sem luta, não há conquistas.

Viva o Dia do Petroquímico! Viva a força da classe trabalhadora!