Sindipolo-RS reforça importância do Novembro Azul e da prevenção ao câncer de próstata

O Sindipolo-RS se soma, neste mês de novembro, à mobilização mundial do Novembro Azul, campanha dedicada à conscientização sobre a saúde masculina, com foco especial na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata, o tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil depois do câncer de pele.

De acordo com especialistas, quando identificado no início, o câncer de próstata tem altas chances de cura. Por isso, o sindicato reforça a importância de manter os exames em dia, realizar consultas periódicas e buscar informações confiáveis sobre cuidados com a saúde. A prevenção também passa por hábitos saudáveis, como alimentação adequada, prática de atividades físicas e controle do estresse.

A saúde do trabalhador é prioridade para o movimento sindical. “Cuidar de quem trabalha significa também promover uma cultura de prevenção, quebrar tabus e incentivar que os homens procurem atendimento médico regularmente”, destaca a direção do Sindipolo-RS.

Prevenir é um ato de cuidado consigo e com a família. Saúde também é direito!

Divulgado o resultado da ELEIÇÃO das CIPAS na BRASKEM

Na semana passada, entre os dias 20 a 23/10 ocorreram as votações para as três Eleições das CIPAs na Braskem (Q2, PE4/PE6 e PP1/PP2/PE5), gestão 2026. O processo foi por votação eletrônica/remota, conforme Edital de Eleição publicado pela Braskem. A participação dos trabalhadores/as em média ficou na casa dos 70%.

A CIPA é normativa, tem força de Lei, seguindo a NR-05. Porém, de forma geral, têm empresas que não entendem a importância da Cipa e tentam reduzir ou anular sua importante atuação na PREVENÇÃO à segurança, saúde de todos e ao meio ambiente.
A CIPA é formada por metade dos participantes (cipeiros/as) eleitos pelos trabalhadores/as e a outra metade por indicados pela empresa, além do presidente da Cipa também indicado pela empresa. Fica evidente que a maior força na Cipa é da empresa, mas mesmo assim, algumas vezes é possível notar de forma mais explícita que as empresas querem também eleger trabalhadores/as que supostamente “não iram causar problema para ela”, ou seja, ficarão como se fossem “indicados eleitos” por ela.
O SINDIPOLO entende que isso é um desvio de conduta da empresa que proceda assim, ou seja, não está respeitando a NR-05, bem como transgride a auto-organização e liberdade dos trabalhadores em seus locais de trabalho.

Nesta Eleição das CIPAs na BRASKEM o SINDIPOLO procurou a empresa para tratar questões realtiva ao processo Eleitoral, pois entendemos que houve “equívocos”. Para isso, foi solicitado uma reunião com os representantes da Braskem e das Comissões Eleitorais.

O foco do SINDIPOLO continua e continuará por fortalecer a atuação das CIPAs nas fábricas com uma visão PREVENCIONISTA ATIVA em comunhão com os Setores de Seguranças (SMS/SSMA), pois entendemos que só assim teremos diminuição efetiva de acidentes e adoecimentos ocupacionais.

O produto final das empresas, não pode sair manchado com sangue dos trabalhadores/as!

SINDIPOLO AGRADECE

O SINDIPOLO agradece a todos os trabalhadores e trabalhadoras que participaram e confiaram nos nossos representantes nas eleições da CIPA.

Com o apoio de cada um e cada uma, foi possível eleger todos os candidatos sindicalistas!

Essa vitória é de toda a Categoria e reafirma o compromisso do SINDIPOLO em seguir na luta por mais segurança, saúde e melhores condições de trabalho, seja no Polo Petroquímico ou em qualquer outro lugar!

Seguimos juntos, cuidando da vida e da Classe Trabalhadora!

Eleições da CIPA: fortalecer a representação sindical é proteger a vida dos trabalhadores

As eleições para a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) na Braskem, no Pólo Petroquímico de Triunfo, estão em andamento e representam um momento decisivo para toda a categoria. A CIPA é um espaço essencial de defesa da saúde e da segurança no ambiente de trabalho, e só é forte quando tem à frente trabalhadores comprometidos com a luta sindical e com os colegas de planta.

Os candidatos Gladstone, Gilberto Silva “Baby”, Fátima e Cláudio Esperança, da Q2, juntamente com Ademir (PE4/PE6) e Adilson (PP1/PP2/PE5), colocam seus nomes à disposição com um objetivo comum: representar os trabalhadores com independência, coragem e compromisso com a vida.

“A CIPA é muito mais que uma formalidade. É uma ferramenta fundamental para garantir que cada trabalhador volte em segurança para casa. Por isso, precisamos de representantes com consciência coletiva, que conheçam a realidade das plantas e não tenham medo de cobrar melhorias”, afirmam os candidatos.

A presença de cipistas comprometidos e ligados ao movimento sindical faz toda a diferença no cotidiano da empresa. Ao longo dos anos, representantes eleitos com esse perfil têm sido fundamentais na identificação de riscos, na cobrança de medidas de prevenção, no acompanhamento de acidentes e na luta por melhores condições de trabalho.

A candidatura de Gladstone, Baby, Fátima, Cláudio Esperança, Ademir e Adilson reflete a força e a unidade dos trabalhadores de diferentes áreas da Braskem, que entendem que segurança não é privilégio, é direito.

Vote em quem defende os trabalhadores!

Gladstone, Gilberto “Baby”, Fátima e Cláudio Esperança – Q2
Ademir – PE4/PE6
Adilson – PP1/PP2/PE5

Compromisso, experiência e coragem na defesa da segurança e da vida!

05/10: DIA NACIONAL DA LUTA CONTRA A EXPOSIÇÃO AO BENZENO

No dia 03 de outubro, em São Paulo, na Fundacentro, representantes de todas as centrais e seus sindicatos de todo o Brasil, entre eles o Sindipolo, Sindipetro, Sindiágua o Sindiconstrupolo do Rio Grande do Sul, participaram ativamente do seminário da Fundacentro, que tratou sobre os danos do Benzeno aos trabalhadores e trabalhadoras expostas a este agente químico, comprovadamente cancerígeno – o Benzeno. Foi um dia intenso de debates e de apresentações pelas cientistas e pesquisadoras da Fundacentro, da Fiocruz e de outros organismos que estudam sobre os danos do Benzeno no corpo humano. Estes danos na quais estão acometidos trabalhadores/as de toda cadeia produtiva do petróleo, ou seja, do POÇO ao POSTO, do poço do petróleo ao posto de combustível, tendo a produção do Benzeno 100% puro na indústria petroquímica.

Muitos trabalhadores/as continuam expostos sem o conhecimento do perigo dos danos à sua saúde, sejam trabalhadores/as diretos ou terceiros, ou ainda os paradeiros,  entre outros que acabam sendo afastados do trabalho ou com restrições de algumas áreas industriais e até demitidos sem saber do seu estado de saúde.

Neste Seminário, mais uma fez organizado pela Fundacentro do Ministério do Trabalho, faz com que os sindicalistas e outros ativistas pela causa, tenham mais conhecimentos sobre o tema do Benzeno e possam levar as suas categorias este conhecimento, evitando assim, mais contaminações.

Os Sindicalistas presente  no Seminário deixaram nitidamente expresso que precisam da retomada das Comissões Nacional e Estaduais de forma PERMANENTE; da manutenção do VRT como controlador ambiental para evitar mais Exposições dos trabalhadores/as ao Benzeno e; que não se permita o RETROCESSO da volta de um Limite de Tolerância (LT) para a exposição ao Benzeno. Pois isso já foi evitado desde 1995 depois de um surto de benzenismo na Cosipa em São Paulo e outras tantas dentro da Petrobras e também nos Polos Petroquímicos do Brasil. Precisamos também da inclusão de todas as categorias expostas ao Benzeno, pois ainda hoje os frentistas em postos de gasolina, aeroviários no abastecimento das aeronaves, bem como os trabalhadores/as nas distribuidoras de combustíveis, não estão cobertos pelo Acordo Nacional do Benzeno, isso faz com que essas pessoas sofram mais e fiquem mais invisíveis ainda com a exposição ao benzeno.

Portanto nesse importante Dia 05 de outubro, os Sindicatos reforçam ao conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras os perigos e os cuidados que devem ser tomados para evitar mais contaminações com Benzeno, evitando assim contrair esta maldita doença de difícil tratamento, que as Comissões, Nacional e Estaduais, voltem a existir.

As empresas conseguiram em 2019 que o governo do então Jair Bolsonaro acabasse com essas Comissões que tanto ajudou a evitar mais contaminações a saúde da Classe Trabalhadora exposta ao Benzeno, monitorando, debatendo, em levar conhecimento sobre a questão do Benzeno. Foi um grande retrocesso ocorrido em 2019, que agora o movimento sindical vem lutando para retomar a existência destas Comissões do Benzeno de forma PERMANENTE, assim fortalecendo os GTBs de cada Cipa para que tenham mais força no local de trabalho.

Dia 05 de OUTUBRO, mais um dia para ser reforçada a atenção dos Trabalhadores/as ao cuidado com a exposição ao Benzeno e cobrar das empresas mais investimento na proteção.

TRABALHAR SIM! ADOECER E MORRER NO TRABALHO, NUNCA!

Benzeno: luta pela vida contra o retrocesso

O benzeno, substância presente em toda a cadeia produtiva do petróleo e reconhecida como cancerígena, segue sendo uma das maiores ameaças à saúde dos trabalhadores e trabalhadoras no Brasil. Apesar de décadas de avanços com a criação do Acordo Nacional do Benzeno (ANBz) e das Comissões Nacionais e Estaduais do Benzeno (CNPBz e CEBz), decisões políticas recentes colocaram em risco a vida de quem está diariamente exposto a esse agente químico.

Antes de 1995, sem legislação específica, centenas de trabalhadores adoeceram e morreram por contaminação. Com a criação das comissões tripartites — que reuniam governo, empresas e trabalhadores — foi possível reduzir drasticamente os casos, garantindo diagnósticos precoces, tratamento e prevenção. No entanto, em 2019, um decreto do governo Bolsonaro extinguiu as comissões, interrompendo notificações e dificultando a responsabilização das empresas.

Hoje, sindicatos e centrais sindicais denunciam os retrocessos e exigem:

  • a retomada imediata das CNPBz e CEBz, com caráter permanente;
  • a manutenção do Valor de Referência Tecnológico (VRT) como parâmetro ambiental de monitoramento;
  • o cumprimento integral do Acordo Nacional do Benzeno;
  • mais autonomia aos Grupos de Trabalhadores do Benzeno (GTB) nas CIPAs;
  • investimentos em tecnologias que eliminem a exposição.

“Não existe limite seguro para o benzeno. A volta do chamado Limite de Tolerância (LT) é uma sentença de morte para milhares de trabalhadores”, alertam os sindicatos.

Do luto à luta

O dia 5 de outubro é marcado como Dia de Luta e Conscientização sobre o Benzeno, em memória do petroleiro Roberto Kappra, morto aos 36 anos em decorrência de leucemia mieloide aguda causada pela exposição. A data simboliza a resistência contra o silêncio e a negligência patronal.

Exposição invisível

O risco não atinge apenas quem atua diretamente em refinarias e petroquímicas. O benzeno também está presente nos postos de combustíveis, afetando frentistas, trabalhadores de lojas de conveniência e até moradores do entorno. Estudos do INCA comprovam que mesmo pequenas exposições diárias provocam adoecimento e aumentam a incidência de câncer.

Responsabilidade das empresas

Outro ponto crítico é a higienização dos uniformes. Pela legislação, cabe às empresas manter roupas de trabalho limpas e descontaminadas. Levar o uniforme para casa ou circular com ele em transporte público significa espalhar a contaminação e colocar famílias e comunidades em risco.

A vida acima do lucro

O Sindipolo se soma à mobilização nacional que cobra fiscalização efetiva, compromisso das empresas e atuação firme do poder público. Benzeno mata, e o silêncio também. A luta coletiva é a única forma de garantir que a vida dos trabalhadores esteja acima do lucro das empresas.