CNQ e sindicatos cobram suspensão imediata das demissões na Braskem e abertura de negociação com governo e Petrobras

A luta em defesa dos empregos e dos direitos no setor petroquímico ganhou mais um passo importante nesta semana. No dia 20 de janeiro, o Sindipolo, representando a Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ) e os demais sindicatos do setor, entregou diretamente ao presidente Lula uma carta com um pedido para suspender imediatamente as demissões na Braskem e abrir um processo de diálogo com todas as partes envolvidas.

As entidades reforçam que a Braskem é a maior indústria petroquímica nacional, com peso estratégico para a economia do país, para a cadeia industrial e para a soberania produtiva do Brasil. Por isso, as demissões em massa e o fechamento de postos de trabalho são inaceitáveis — ainda mais em um setor que exige qualificação técnica, experiência acumulada e alto nível de responsabilidade operacional.

A carta entregue ao presidente destaca que dispensar trabalhadores experientes enfraquece a retomada industrial, aumenta riscos operacionais e compromete o futuro da própria petroquímica no Brasil. É uma decisão que não atinge apenas as famílias dos trabalhadores/as do setor, mas toda a economia, o desenvolvimento regional e a capacidade do país de produzir com autonomia.

Além do governo federal, o documento foi entregue em mãos à presidência da Petrobras, solicitando uma reunião urgente para tratar não só das demissões, mas também de toda a relação de trabalho envolvendo os petroquímicos que atuam na Braskem em diferentes regiões do país.

O objetivo, segundo a representação dos trabalhadores, é interromper o processo de desligamentos, garantir estabilidade e construir soluções que preservem empregos, direitos e condições dignas de trabalho.

Outras regiões do país também estão tomando providências e organizando ações semelhantes, ampliando a pressão política e sindical para barrar as demissões e garantir que a categoria seja respeitada.

Além disso, está prevista uma reunião com a gestão nacional de Recursos Humanos da empresa, em São Paulo, para tratar diretamente do tema e cobrar respostas concretas.

CATEGORIA PRECISA ESTAR ATENTA E MOBILIZADA

Os sindicatos lembram que ninguém vai defender os trabalhadores no lugar dos próprios trabalhadores. A categoria precisa seguir atenta, unida e mobilizada, porque o ataque não é só contra empregos, é contra direitos históricos, condições de trabalho e o futuro do setor petroquímico no Brasil. “Não podemos aceitar que a conta seja jogada nas costas de quem produz, opera e sustenta a indústria todos os dias”, diz o documento entregue ao presidente Lula.

CONFIRA O DOCUMENTO ENTREGUE AO PRESIDENTE LULA E A PETROBRÁS

Assessoria de Comunicação

21/01/2026 10:59:02

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