ACT – PLR BRASKEM -2025
jan, 2026
SINDIPOLO PARTICIPA DE ATO EM DEFESA DA DEMOCRACIA E SOBERANIA
Juntamente com a CUT, demais Centrais Sindicais e por diversos sindicatos, o SINDIPOLO representou os Trabalhadores/as Petroquímicos no ato em defesa da Democracia, da Soberania Nacional e da autodeterminação dos povos da América Latina, realizado no dia 08/01, no centro da Capital/RS.
Organizações sindicais, movimentos populares, estudantes e parlamentares engajados nas lutas trabalhistas e sociais se reuniram no final da tarde na Esquina Democrática de Porto Alegre, onde lembraram os três anos da tentativa de golpe de Estado ocorrida em 08 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidos por grupos extremistas.
Com palavras de ordem como “sem anistia” e “não vamos negociar a Soberania”, os manifestantes destacaram a importância da responsabilização dos envolvidos nesta grave tentativa de golpe e rejeitaram qualquer possibilidade de anistia para os golpistas.
Abrindo o ato, o historiador e ex-deputado federal, Raul Pont, fez uma intervenção voltada à contextualização do atual cenário político da América Latina. Ele destacou o agravamento das tensões na região, marcado por disputas geopolíticas, ameaças à soberania nacional e recorrentes ataques às instituições democráticas de vários países. Outras falas destacaram a situação da Venezuela e defenderam a paz, o diálogo e a soberania entre os povos latino-americanos.
MEMÓRIA VIVA E NÃO A INTERVENÇÃO NA VENEZUELA – O ato ratificou que a tentativa de golpe de 08 de janeiro/2023 não podem ser tratados como um episódio encerrado, mas da insistência contínua de forças antidemocráticas, internas e externas ao país, na tentativa de ruptura democrática no Brasil.
Além da questão brasileira, a manifestação também foi impulsionada pela situação política na América Latina, especialmente na Venezuela. Os participantes denunciaram o imperialismo americano, repudiaram o recente ataque militar à Venezuela pelo governo americano, que culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, e reiteraram que a América Latina não será tutelada pelos EUA. O que ocorreu na Venezuela é um nítido exemplo de violação da soberania dos países latino-americanos e de interferência externa nos processos políticos e na apoderação das suas riquezas, principalmente o petróleo. Nesse sentido, destacaram, a fundamental unidade dos povos latino-americanos para a defesa da SOBERANIA e da DEMOCRACIA dos países, bem como de suas riquezas.
Assessoria de Comunicação
09/01/2026 11:53:10
jan, 2026
CIPAA: COMBATER O ASSÉDIO TAMBÉM É FUNÇÃO DA CIPA
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPAA) é uma das mais importantes ferramentas de organização e proteção da classe trabalhadora dentro dos locais de trabalho. Mais do que atuar na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, a CIPAA tem, por força de lei e de norma, a responsabilidade de prevenir, identificar e enfrentar o assédio moral, o assédio sexual e todas as formas de violência no ambiente laboral.
A ampliação das funções da Comissão para atuar em relação ao assédio é uma conquista histórica da classe trabalhadora. Em setembro de 2022, com a sanção da Lei nº 14.457/2022, a antiga CIPA passou a se chamar CIPAA, incorporando explicitamente o combate ao assédio como uma de suas atribuições. Essa mudança foi regulamentada pela Portaria MTP nº 4.219/2022, que alterou a NR-5, deixando claro que a proteção à saúde do trabalhador não se limita aos riscos físicos, químicos ou biológicos, mas inclui também os riscos psicossociais.
RISCO À SAÚDE – O assédio moral e sexual adoece, humilha, silencia, gera sofrimento psíquico, afastamentos, depressão e, em casos extremos, até o suicídio. E sofrimento psíquico diz respeito à saúde do trabalhador/as, portanto, diz respeito diretamente a atuação da CIPAA.
À Comissão cabe promover ações educativas, campanhas internas, procedimentos de denúncia seguros, preservação do sigilo e acompanhamento dos casos, sempre com o objetivo de garantir um ambiente de trabalho saudável, digno e respeitoso.
E não cabe às empresas, ao seu bel prazer, como vem tentando fazer a Braskem, agir como se esta mudança não houvesse ocorrido e negar à CIPAA o direito de atuar em relação ao tema do assédio. Isso é desrespeitar a lei e negar aos trabalhadores o acesso a uma importante ferramenta de combate ao assédio no ambiente laboral.
O SINDIPOLO está vigilante e atento, principalmente através de seus dirigentes que integram as CIPAA’s nas empresas e não permitirá que elas ditem as regras em relação a atuação da Comissão. Defendemos uma CIPAA atuante, autônoma e que trabalhe para a construção de um ambiente de trabalho seguro e humanizado.
Assessoria de Comunicação
07/01/2026 16:16:23
dez, 2025
QUÍMICOS E PETROQUÍMICOS QUESTIONAM MODELO DE REESTRUTURAÇÃO DA BRASKEM
“A Braskem não pode ser submetida à lógica estreita da reestruturação focada exclusivamente na redução de despesas e no equacionamento de dívidas, prática recorrente em modelos de gestão orientados pelo rentismo financeiro”, afirmam os sindicatos dos petroquímicos do Rio Grande do Sul, São Paulo, ABC Paulista, Duque de Caxias e Bahia, juntamente com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o Sindipetro Bahia, em nota conjunta com a Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ-CUT), a FETRAQUIM/RJ, a FETQUIM/SP.
A Braskem é uma empresa transnacional — a maior petroquímica da América Latina e a sexta maior do mundo — estratégica para toda a cadeia do setor no Brasil. Sua importância ultrapassa qualquer operação financeira ou rearranjo societário: trata-se de um ativo fundamental para o desenvolvimento industrial, a soberania produtiva e a geração de milhares de empregos qualificados no país.
Nesse contexto, a CNQ-CUT e suas entidades filiadas, com bases de trabalhadores e trabalhadoras nos polos petroquímicos (SINDIPOLO/RS, FETRAQUIM/RJ, FETQUIM/SP, FUP, Químicos do ABC, Químicos de SP, Sindiquímica Caxias/RJ e Sindiquímica/BA), acompanham com atenção e preocupação as recentes definições sobre a nova estrutura de controle da Braskem. As mudanças decorrem da operação anunciada no dia 15 de dezembro, que transfere cerca de R$ 20 bilhões em créditos dos bancos credores da Novonor (ex-Odebrecht) para a IG4 Capital, alterando de forma significativa a governança e a condução estratégica da companhia.
Pelo modelo comunicado, a IG4 Capital passa a deter a maioria do capital votante da Braskem, assumindo a indicação do CEO e da diretoria financeira, além de concentrar a condução do processo de reestruturação econômica da empresa. O Conselho de Administração será composto de forma paritária entre Petrobras e bancos/IG4, com a presidência a cargo da Petrobras.
No campo operacional, há sinalização de que a Petrobras desempenhe um papel mais decisivo, num setor fundamental para a vida cotidiana da população. Trata-se de um setor estratégico, cujo situação financeira e de gestão, tem que ser enfrentado a partir de decisões e ações que atendam aos interesses da coletividade.
Ainda que se afirme a continuidade operacional da Braskem, o novo desenho acende um alerta para os trabalhadores e trabalhadoras. Não estão claras as definições sobre a estrutura de gestão de pessoas, recursos humanos, política de emprego e, sobretudo, sobre quem será responsável pelas decisões que impactam diretamente os postos de trabalho, as condições laborais e os direitos históricos da categoria.
A indefinição dos canais de interlocução institucional cria um cenário de insegurança para os trabalhadores e para as organizações sindicais com atuação nas unidades localizadas nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia — regiões estratégicas para as indústrias química e petroquímica.
As entidades do Ramo Químico da CUT reafirmam que a Braskem não pode ser submetida à lógica estreita da reestruturação focada exclusivamente na redução de despesas e no equacionamento de dívidas, prática recorrente em modelos de gestão orientados pelo rentismo financeiro.
Trabalhadores e trabalhadoras não são custos: são o principal patrimônio da empresa, responsáveis pela operação segura, pela inovação tecnológica e pela continuidade produtiva.
Qualquer processo de reestruturação precisa considerar, além da governança corporativa e dos números, a dimensão social do trabalho, o diálogo permanente com as representações sindicais e o compromisso com um projeto industrial voltado ao desenvolvimento nacional.
A CNQ, as federações e os sindicatos signatários estão abertos ao diálogo com os segmentos envolvidos na nova configuração da Braskem, com o objetivo de assegurar a defesa dos empregos, a manutenção dos direitos e o fortalecimento da indústria petroquímica no Brasil.
Sem trabalhadores valorizados, não há indústria forte.
Sem indústria forte, não há soberania nem desenvolvimento.
Confira o Comunicado das entidades na íntegra:
Assessoria de Comunicações 30/12/2025 12:59:27
