A chamada “Gestão do Clima Organizacional” da Innova nunca foi, de fato, um processo estratégico voltado à monitorização, análise e melhoria da percepção dos trabalhadores sobre o ambiente de trabalho. Isso porque a empresa sempre operou com um Departamento Pessoal, e não com uma verdadeira área de Recursos Humanos.
Desde sempre, a Innova adotou uma gestão de monarquia, em que quem direciona, organiza e decide a forma de atuação dos chamados “vassalos” — o meio ambiente de trabalho e as condições laborais — é o Rei da Produção, cujo único objetivo é a produtividade, pouco importando os riscos de acidentes, agravos à saúde e à segurança dos trabalhadores/as.
Hoje, infelizmente, a realidade que se impõe nos locais de trabalho da Innova é dura e onde não existe qualquer forma de empatia. O trabalhador, é tratado abertamente como um mero vassalo. Durante anos, soubemos, no íntimo, que éramos peças de uma engrenagem. A gestão atual, porém, faz questão de escancarar essa visão desumanizadora.
A prática constante de manipulação e assédio, via WhatsApp, para impor o famoso rodízio permanente de “empréstimo” de trabalhadores entre grupos de trabalho é o sintoma mais evidente dessa patologia corporativa do “Rei”. O objetivo é claro: evitar o pagamento de horas extras decorrentes de dobras de turno.
Os trabalhadores não são recursos a serem realocados em planilhas, sem respeito às folgas, apenas para não descaracterizar a Tabela de Turno prevista no Acordo de Turno ou para não sobrecarregar o eSocial. Somos profissionais, com histórias, especializações e, acima de tudo, limites. Essa manobra, travestida de “flexibilidade” ou “sinergia”, ignora completamente a complexidade do trabalho e a sobrecarga que impõe à saúde mental do coletivo de trabalhadores.
A sobrecarga é consequência imediata quando somos jogados em novas funções ou equipes sem o devido treinamento, sem suporte mínimo e sem qualquer reconhecimento. Os trabalhadores mais antigos são forçados a absorver o trabalho de dois ou mais colegas, comprometendo seriamente sua saúde física, mental e cognitiva.
E aí fica a pergunta que ecoa nos corredores: Por que será que, ultimamente, tantos acidentes vêm acontecendo?
Nesta gestão de monarquia, não há qualquer reconhecimento para esses “vassalos” — trabalhadores com mais de 20 anos de dedicação — que seguem sendo tratados com indiferença. Seus esforços são sistematicamente ignorados. Isso não é erro de gestão. É uma mensagem clara e cruel aos mais novos que chegam: “Não importa o quanto você se esforce, você nunca será reconhecido de verdade.”
Essa lógica destrói a motivação, a esperança e o futuro coletivo. A verdade simples e brutal é que, para essa empresa, o profissional que gera o lucro dessa monarquia é apenas mais um vassalo neste reino.
É PRECISO DIZER BASTA!
O Sindipolo já enviou ofícios e realizou diversos contatos para solicitar uma reunião com essa gestão — não de Recursos Humanos, mas de Departamento Pessoal — para tratar de inúmeros problemas enfrentados pelos trabalhadores. Até agora, sem retorno.
Fica evidente que esta monarquia só enxerga números, metas e produtividade, ignorando deliberadamente quem constrói a empresa todos os dias.
Assessoria de Comunicação
27/12/2025 12:58:05




