ATÉ QUANDO, INNOVA? CHEGA DE TRATAR TRABALHADORES COMO VASSALOS!

A chamada “Gestão do Clima Organizacional” da Innova nunca foi, de fato, um processo estratégico voltado à monitorização, análise e melhoria da percepção dos trabalhadores sobre o ambiente de trabalho. Isso porque a empresa sempre operou com um Departamento Pessoal, e não com uma verdadeira área de Recursos Humanos.

Desde sempre, a Innova adotou uma gestão de monarquia, em que quem direciona, organiza e decide a forma de atuação dos chamados “vassalos” — o meio ambiente de trabalho e as condições laborais — é o Rei da Produção, cujo único objetivo é a produtividade, pouco importando os riscos de acidentes, agravos à saúde e à segurança dos trabalhadores/as.

Hoje, infelizmente, a realidade que se impõe nos locais de trabalho da Innova é dura e onde não existe qualquer forma de empatia. O trabalhador, é tratado abertamente como um mero vassalo. Durante anos, soubemos, no íntimo, que éramos peças de uma engrenagem. A gestão atual, porém, faz questão de escancarar essa visão desumanizadora.

A prática constante de manipulação e assédio, via WhatsApp, para impor o famoso rodízio permanente de “empréstimo” de trabalhadores entre grupos de trabalho é o sintoma mais evidente dessa patologia corporativa do “Rei”. O objetivo é claro: evitar o pagamento de horas extras decorrentes de dobras de turno.

Os trabalhadores não são recursos a serem realocados em planilhas, sem respeito às folgas, apenas para não descaracterizar a Tabela de Turno prevista no Acordo de Turno ou para não sobrecarregar o eSocial. Somos profissionais, com histórias, especializações e, acima de tudo, limites. Essa manobra, travestida de “flexibilidade” ou “sinergia”, ignora completamente a complexidade do trabalho e a sobrecarga que impõe à saúde mental do coletivo de trabalhadores.

A sobrecarga é consequência imediata quando somos jogados em novas funções ou equipes sem o devido treinamento, sem suporte mínimo e sem qualquer reconhecimento. Os trabalhadores mais antigos são forçados a absorver o trabalho de dois ou mais colegas, comprometendo seriamente sua saúde física, mental e cognitiva.

E aí fica a pergunta que ecoa nos corredores: Por que será que, ultimamente, tantos acidentes vêm acontecendo?

Nesta gestão de monarquia, não há qualquer reconhecimento para esses “vassalos” — trabalhadores com mais de 20 anos de dedicação — que seguem sendo tratados com indiferença. Seus esforços são sistematicamente ignorados. Isso não é erro de gestão. É uma mensagem clara e cruel aos mais novos que chegam: “Não importa o quanto você se esforce, você nunca será reconhecido de verdade.”

Essa lógica destrói a motivação, a esperança e o futuro coletivo. A verdade simples e brutal é que, para essa empresa, o profissional que gera o lucro dessa monarquia é apenas mais um vassalo neste reino.

É PRECISO DIZER BASTA!

O Sindipolo já enviou ofícios e realizou diversos contatos para solicitar uma reunião com essa gestão — não de Recursos Humanos, mas de Departamento Pessoal — para tratar de inúmeros problemas enfrentados pelos trabalhadores. Até agora, sem retorno.
Fica evidente que esta monarquia só enxerga números, metas e produtividade, ignorando deliberadamente quem constrói a empresa todos os dias.

Assessoria de Comunicação

27/12/2025 12:58:05

28 DE DEZEMBRO: DIA DO PETROQUÍMICO/A

Neste 28 de dezembro, quando é celebrado o Dia do Petroquímico/a, o SINDIPOLO reafirma o respeito e seu compromisso com esta valorosa categoria.

São as trabalhadoras e os trabalhadores petroquímicos que, com conhecimento técnico, responsabilidade e coragem, garantem a produção de insumos essenciais da vida do povo brasileiro, embora muitas vezes sob condições adversas, lidando com riscos elevados e exigências extremas de segurança.

Neste dia, reafirmamos a luta por salários justos, saúde e segurança no trabalho, estabilidade, qualificação profissional e respeito. Defender os petroquímicos é defender a soberania industrial, o emprego de qualidade e um projeto de país que coloque o trabalho no centro das decisões.

Nossa homenagem é, sobretudo, um chamado à unidade e à resistência.
Sem petroquímicos não há indústria.
Sem indústria não há desenvolvimento.
E sem luta, não há conquistas.

Viva o Dia do Petroquímico! Viva a força da classe trabalhadora!

Saúde Mental de Fachada: quando o discurso do cuidado encobre a violência institucional

Quando uma empresa afirma se importar com a saúde mental, mas age de forma desumana e traumática, fica evidente que esse compromisso é mais retórico do que real. O discurso do cuidado não se sustenta quando, na prática, decisões organizacionais produzem sofrimento psíquico profundo e evitável. O que se observa, nesses casos, é uma dissociação grave entre os valores declarados e as ações concretas.

Chama atenção, também, a situação imposta aos profissionais de saúde mental que são obrigados a atuar de acordo com a lógica da empresa. Muitas vezes, sua atuação se limita à aplicação de questionários superficiais — “testezinhos” de clima organizacional, pesquisas rápidas de engajamento ou de bem-estar — que geram gráficos, indicadores e relatórios esteticamente bem apresentados. Esses instrumentos, embora possam ter algum valor diagnóstico inicial, tornam-se vazios quando não há, por parte da gestão, disposição ética e institucional para analisar, avaliar e aprofundar os efeitos reais das práticas empresariais sobre a vida dos trabalhadores.

Quando uma demissão ocorre em um momento simbólico e emocionalmente sensível, como a véspera de Natal, não se trata apenas de um “evento administrativo”. Trata-se de uma ruptura que atinge a identidade, a autoestima, o senso de pertencimento e a dignidade humana. É nesse ponto que a omissão se revela: a empresa sequer questiona os impactos psíquicos dessas decisões que resultam numa verdadeira violência institucional.

Não há um real aprofundamento sobre a desconstrução interna que ocorre quando um trabalhador é descartado de forma fria e simbólica. Ignoram-se o luto psíquico, o sentimento de desvalor, a vergonha social, o medo do futuro e o adoecimento mental que pode se instalar. O silêncio e a omissão ética transformam o cuidado com a saúde mental em uma encenação — algo que existe nos manuais da empresa, mas não na vida real.

Nesse cenário, normas como a NR-1, ao reconhecerem os riscos psicossociais no trabalho, tornam-se relevantes não apenas pelo seu peso legal, mas por exporem uma contradição estrutural: não é possível falar em saúde mental sem revisar práticas organizacionais que produzem sofrimento. Sem essa coerência, qualquer discurso de bem-estar seguirá sendo apenas um enfeite institucional, incapaz de proteger quem, de fato, sustenta a empresa com seu trabalho e sua vida.

Assessoria de Comunicação

26/12/2025 12:10:51

✊🏽 BOAS FESTAS, COM LUTA, UNIÃO E ESPERANÇA! ✊🏽

Neste final de ano, reafirmamos uma certeza que move a nossa categoria todos os dias: ninguém conquista nada sozinho. Cada turno enfrentado, cada jornada pesada, cada batalha travada ao longo do ano mostrou que é na organização, na solidariedade e na unidade da classe trabalhadora que encontramos força para resistir e avançar.

O ano de 2025 foi de desafios, mas também de muita dignidade, coragem e luta coletiva. Seguimos firmes na defesa dos direitos, do emprego, da saúde, da vida e da valorização dos trabalhadores e trabalhadoras petroquímicos do Rio Grande do Sul.

Que 2026 chegue com mais respeito, mais diálogo, mais mobilização e vitórias construídas pela força da categoria organizada. Seguiremos juntos, ombro a ombro, porque é assim que se conquista futuro.

A solidariedade nos guia.
A esperança nos move.
A unidade nos leva mais longe.
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Boas Festas!
Seguimos em luta!