SINDIPOLO cobra empresas sobre mudança no horário do administrativo no Polo de Triunfo

O SINDIPOLO-RS está atuando junto às empresas Braskem, Innova, Oxiteno e Indorama para tratar da possível antecipação de 25 minutos no horário de entrada dos trabalhadores e trabalhadoras do setor administrativo no Polo Petroquímico de Triunfo. A medida tem gerado preocupação entre a categoria, especialmente quanto à segurança no transporte e aos impactos na rotina dos empregados.

Após tomar conhecimento da pesquisa interna feita pelas empresas, o SINDIPOLO solicitou reunião com o sindicato patronal, realizada na sede do SINDIQUIM nesta semana, para debater os principais pontos da proposta e apresentar reivindicações que evitem prejuízos aos trabalhadores.

Entre os pontos levados à mesa, o SINDIPOLO destacou:

Ponto de apanho: com a antecipação do horário, muitos trabalhadores precisarão sair de casa ainda mais cedo, o que pode gerar risco, especialmente para quem mora no início das linhas de transporte. Por isso, o sindicato solicitou que o trajeto até o ponto de embarque não ultrapasse 500 metros e que os itinerários sejam ajustados conforme a necessidade.

Caráter provisório da alteração: o SINDIPOLO defende que a mudança tenha duração limitada ao período das obras nos trevos de Nova Santa Rita, que estão impactando o trânsito na região. Foi sugerido um prazo inicial de três meses, com possibilidade de prorrogação por mais três, se necessário.

Lanche no início da jornada: como a entrada será mais cedo, o sindicato propôs que as empresas ofereçam lanche de desjejum aos trabalhadores/as durante o período da alteração.

Antecipação do horário de almoço: para compensar a entrada antecipada, o sindicato sugeriu que o horário de almoço também seja adiantado em 30 minutos.

Durante a reunião, quando as empresas foram questionadas sobre os impactos da mudança para os trabalhadores e trabalhadoras que estudam ou que têm filhos em creche, a resposta por parte dos advogados do SINDIQUIM foi alarmante: afirmaram que as empresas não estariam preocupadas com esses casos, por se tratarem de uma “minoria”. O SINDIPOLO rejeita essa posição, pois não se trata de uma minoria irrelevante. Uma parcela significativa da categoria — especialmente os trabalhadores com menos de 35 anos — está atualmente cursando o ensino superior. Além disso, as responsabilidades familiares, como a criação de filhos pequenos, afetam diretamente a rotina e o bem-estar dos trabalhadores, sendo inaceitável que sejam ignoradas nas decisões sobre jornada.

Turno permanece inalterado

É importante destacar que a proposta de mudança atinge apenas os trabalhadores e trabalhadoras do administrativo. Para quem atua em regime de turno, continua vigente o Acordo Coletivo Específico (ACT-Turno), que regula as escalas. Caso seja necessária alguma alteração também para os turneiros/as devido às obras, o SINDIPOLO se compromete a chamar a categoria para debate, preservando o direito ao estudo e evitando qualquer prejuízo.
Compromisso com a categoria

O SINDIPOLO segue acompanhando de perto a situação e reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos, da segurança e da qualidade de vida da categoria petroquímica. Nenhuma alteração será aceita sem diálogo transparente e medidas que assegurem condições adequadas de trabalho.

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